Design Thinking

Service Design Sprints?

Escrito por Ronaldo Zanardo

Continuando o assunto Design Thinking, vamos abordar nesse post o SDS (Service Design Sprints) um formato de entrega de projetos aplicando o Design Thinking com técnicas e abordagem muito próxima do Scrum e XP (metodologias de desenvolvimento ágil). Vamos ao longo desse post abordar: O que é o SDS; Quais são os benefícios da aplicação da abordagem SDS em projetos; Como podemos aplicar e para o que podemos aplicar; Os ganhos da aplicação dessa abordagem em projetos. Vamos lá:

  • O que é o SDS

Como não poderia ser diferente, essa é uma abordagem nova, mesmo porque o Design Thinking é novo também. Nós tivemos contato com a abordagem SDS em março de 2016 através da empresa SDS que foi criada com objetivo de difundir essa prática através da entrega de projetos, e comercialização de treinamentos online ou via Bootcamp e juntamente com a empresa foi criada uma comunidade com foco em aprofundar e fomentar o tema no Brasil e em alguns lugares no mundo.

A metodologia que suporta a abordagem que a empresa SDS utiliza em seus projetos está baseada no livro The Service Startup que se encontra em nossa prateleira e foi escrito pelo Tenny Pinheiro Co-fundador da SDS juntamente do Renato Endo e Alessandro NG. Tenny também é Co-fundador da Hivelab e um dos precursores do Design Thinking no Brasil.

Service Startup

Figura 1 – Livro The Service Startup

É importante, desde o início, deixar claro que o SDS é uma abordagem que podemos utilizar dentro das empresas em projetos de Design de Serviços e essa abordagem pode ser executada com o suporte de diferentes metodologias. Por exemplo, nós da Innova Thinking optamos por utilizar o Design Thinking criado pela escola de Design de Stanford, a DSchool como base para nossos projetos, mas a essência da abordagem é a mesma.

  • Quais são os benefícios e ganhos da aplicação da abordagem SDS em projetos

Agora que falamos um pouco sobre o que é o Service Design Sprints, vamos detalhar mais sobre os benefícios da aplicação desta abordagem. Como já comentamos no início do post, o SDS tem muito do Design Thinking com um pouco da metodologia de desenvolvimento ágil como Scrum e XP. E como essa sinergia acontece?

O Design Thinking por si só, já é um modelo onde a interação e a proximidade com o usuário da solução é realizada de maneira intensa, aplicando os pilares empatia, colaboração e experimentação quase que intuitivamente e isso já próximo do que as metodologias Ágeis pregam, mas o SDS soma mais um elemento nessa grande mistura que são os Sprints, ou seja, entregas com prazos e tempos determinados e alinhados com o cliente. A metodologia Scrum recomenda que os Sprints sejam de, no mínimo, uma semana (40 horas) e no máximo 1 mês (120 horas).

Scrum

Figura 2 – Resumo de Sprint Scrum

Por exemplo, nós da Innova Thinking trabalhamos com Sprints de 5 dias (40 horas) ou 10 dias (80 horas) para solucionar um problema específico do cliente ou criar novos serviços ou produtos para ele, mas sempre com foco em um problema específico. O que diferencia essa abordagem da convencional é que com o SDS resolvemos um problema específico de cada vez e não tentamos atacar todos da empresa. Por esse motivo torna-se factível entregar as soluções em Sprints pré-determinados.

O principal benefício dessa abordagem, sem dúvida, é a rapidez na entrega da solução e um outro ponto importante é o envolvimento da equipe do projeto que trabalha de maneira imersiva juntamente com o cliente no entendimento do problema e na construção da solução e isso proporciona um alto grau de engajamento por parte do usuário/cliente, que passa a se sentir dono da solução, participando desde o início da geração e por último minimiza de forma acentuada a probabilidade de erro devido a esse envolvimento e imersão.

  • Como podemos aplicar e para o que podemos aplicar

A aplicação pode ser realizada de diferentes maneiras e com diferentes tempos, mas nós recomendamos que seja de 5 dias ou 10 dias, pois acreditamos que esse é um formato de fácil aplicação e de claro entendimento por parte de todos os envolvidos, mas como é característica em projetos de Design Thinking, tudo é flexível e pode ser acordado/alinhado juntamente com o cliente, pois estamos fazendo o trabalho para eles. Mas é muito, muito importante manter a disciplina, como os americanos dizem “straight to the point” ou seja foco, foco no entendimento e desenvolvimento da solução para o desafio proposto.

Como já abordamos em nosso primeiro post, sobre Design Thinking, aqui não é diferente! Projetos com a abordagem SDS podem ser aplicados em diferentes tipos de desafios, para diferentes clientes e seguimentos de mercado. Por exemplo, trabalhamos de maneira voluntária aplicando a abordagem SDS para uma organização sem fins lucrativos que trabalha oferecendo assistência a pessoa surda, ou seja, podemos trabalhar para todos os seguimentos da sociedade aplicando o DT com a abordagem SDS.

Sabemos que esse assunto está apenas começando e com certeza iremos falar muito dele ainda aqui no nosso blog. Tenha certeza que iremos compartilhar em publicações futuras, nossas experiências na aplicação da abordagem em clientes e com isso ajudar você a entender como aplicar e melhorar serviços através da soma do DT com a abordagem SDS! Nos vemos no próximo post, Até lá!

Sobre o autor

Ronaldo Zanardo

Profissional com 18 anos de experiência no mercado de TI, com passagem por grandes empresas como HP, C&A Modas, Deloitte, formou-se em Administração de Empresas e fez Pós-graduação em Gestão de Projetos.
Apaixonado pelo modelo Design Thinking, se formou Design Thinker pela Escola Design Thinking e Service Design pela Hivelab SP. É sócio da Innova Thinking e Co-fundador da startup RECREIO. Entusiasta das novas tecnologias e do novo mundo que está imergindo, acredita que o significado da vida é aprender e compartilhar o que se aprende com o próximo!

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