Futuro

Homem versus Tecnologia, é isso mesmo?

Escrito por Ronaldo Zanardo

Vamos tentar responder essa pergunta de uma maneira simples e objetiva, topa? Então bora lá!

Antes um pouquinho de história! Coisa rápida!

Estamos a mais de dois anos nos aprofundando sobre novos modelos de resolução de problemas, inovação, novas tecnologias e a influência de tudo isso no nosso dia a dia.  Além de treinamentos e palestras, estamos lendo pra caramba: livros, grupos de discussão, newsletters, fontes bacanas e que estão mergulhadas no propósito de disseminar o uso das novas tecnologias como fonte primária resolução dos problemas que assolam o mundo, tanto o mundo desenvolvido quanto os países desenvolvimento.

E já de cara te digo que não tem como lutar contra a tecnologia.É uma batalha que perdida. Tentar ir contra só vai atrasar o inevitável!

Como sabemos alguns setores da economia mundial já passaram por essa transformação onde as máquinas, os robôs “substituíram” a força de trabalho humana.  Acho que o maior exemplo disso são as indústrias, mais precisamente a indústria automotiva. Há uns trinta, era comum entrarmos em uma fábrica de qualquer montadora e ver uma grande quantidade de homens trabalhando na linha de montagem. Hoje isso é tudo muito diferente. O que menos se encontra são seres humanos, só para você ter uma ideia da uma olhada nos vídeos do processo de fabricação do modelo BMW i3.

Ou seja para algumas industrias esse processo de substituição da mão de obra humana por tecnologia não é novidade.

Tá, mas e daí?

E daí que a tecnologia tá chegando no setor da economia que emprega a maioria dos 6,7 bilhões de seres humanos que vivem nesse mundinho de meu Deus: o setor de serviços. L Puts! Mas e agora? O que fazer?

Dia desses assistindo ao Mundo S/A da Globo News quase caí do sofá quando vi que o tema era IA (Inteligência Artificial). Mesmo sendo um canal fechado (por assinatura), a gente sabe que o alcance da Globo News é muito grande. Isso mostra que esse tipo de tecnologia tá sendo apresentado e debatido em um programa popular significa que essa tecnologia está muito mais perto e se expandido em um ritmo muito mais acelerado do que imaginamos.

Chamou atenção o case do Banco Original: de forma resumida, uma IA que substitui 500 posições de Central de Atendimento ao Cliente.

Wow 500 (quinhentas!) posições!

Pois é! Mas calma, nem tudo está perdido! Para quem quiser assistir ao programa na íntegra veja o vídeo aqui abaixo.

Mais ou menos nesse mesmo período comecei a ler notícias de que no Japão uma empresa substituiu 34 funcionários por um robô que utiliza a IA da IBM, o Watson, e outra na China indo no mesmo caminho.

E o que isso nos diz?

  1. Que temos de mudar de planeta se quisermos ter um emprego no futuro próximo?
  2. Todos teremos que ser programadores?
  3. Que hoje no Brasil são aproximadamente 13,5 milhões de desempregados por conta da crise e que em breve serão um zilhão (zilhão!) de pessoas porque suas profissões não existirão mais?

Muita calma nessa hora! A resposta correta talvez seja nenhuma das anteriores.

Existe luz no fim do túnel?

Sim! Lembra que no início falamos que a batalha contra a tecnologia já nasce perdida?  e aqui não vou te deixar com um “Perdeu, aceita que dói menos”.

Não o foco é outro. A tecnologia é nossa aliada!

Hoje a tecnologia já tem um papel fundamental de nos ajudar a filtrar as informações que realmente precisamos para tomar decisões. Com o avanço no tratamento dos dados coletados e transformando esses dados em conhecimento teremos ganhos de produtividade que são difíceis de calcular. Com isso o processo de criação vai ser transformado com o surgimento de novas ferramentas e a facilidade de analisar e tomar decisões que miram as necessidades dos nossos clientes e usuários.

Claro que o mercado de trabalho já sofre e continuará sofrendo transformações ao longo dos próximos meses e anos, como já aconteceu nos exemplos que citamos da indústria automotiva. Mas esse movimento é um processo natural, importante e de evolução do mercado e das profissões.

A chegada dessas novas tecnologias no mercado de trabalho tem uma  característica em comum: estão substituindo trabalhos de rotina e com baixo grau de exigência de conhecimento e qualificação.

É importante deixar claro que essas tecnologias que fazem uso de robôs e aprendizado de máquina não conseguem entregar soluções para alguns tipos de trabalho.

  • Resolução de problemas não estruturados
  • Trabalhos que requerem informações novas e não históricas
  • Tarefas que não são rotineiras

Para esses desafios e trabalhos nós seres humanos continuaremos sendo o melhor recurso para as empresas, seja as que estão aí no mercado e precisam se reinventar ou as para as novas que chegarão em breve.

Acreditamos que será importante ter o mínimo de conhecimento sobre programação, assim como hoje é fundamental ler, escrever e conhecer outro idioma Acreditamos também que o conhecimento em programação irá compor a base para todas as profissões,

Mas na real não acreditamos que todos seremos obrigados a dominar a fina arte da programação. Isso porque o mundo é formado pela multidisciplinaridade do conhecimento, se não fosse assim só teríamos engenheiros, ou só médicos, ou só administradores, ou só físicos e assim por diante.

Ou seja, nem tudo está perdido!

Para aqueles que, assim como eu, possuem uma certa dificuldade com programação, existe luz no final do túnel. Através do conhecimento e aplicação (mão na massa!) de modelos como o Design Thinking, aliado a métodos ágeis de entrega e fazendo uso das novas tecnologias, temos uma combinação poderosa impulsionar a transformação das profissões e do mercado de trabalho .De quebra podemos tornar essa transformação mais leve com o sentimento genuíno de realização e propósito.

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Um abraço e até o próximo! ?

Sobre o autor

Ronaldo Zanardo

Profissional com 18 anos de experiência no mercado de TI, com passagem por grandes empresas como HP, C&A Modas, Deloitte, formou-se em Administração de Empresas e fez Pós-graduação em Gestão de Projetos.
Apaixonado pelo modelo Design Thinking, se formou Design Thinker pela Escola Design Thinking e Service Design pela Hivelab SP. É sócio da Innova Thinking e Co-fundador da startup RECREIO. Entusiasta das novas tecnologias e do novo mundo que está imergindo, acredita que o significado da vida é aprender e compartilhar o que se aprende com o próximo!

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