Futuro

Agir para ter futuro no trabalho

Escrito por Ronaldo Zanardo

“XX% das profissões que existem hoje em XX anos não serão mais requeridas”.

Olá, tudo bem? Você já deve ter ouvido ou lido essa frase, o que pode ter variado dependendo da fonte são as porcentagens, mas não vamos questionar os números e nem a frase, ao invés disso convidamos você para avançarmos um pouco mais dentro desse assunto e buscarmos reflexões e quem sabe um caminho para minimizar os impactos desse processo dentro de sua carreira, time ou empresa, topa?

Antes de avançarmos e propormos possíveis caminhos, mas olhar um pouco para que já vivemos voltando um pouco no tempo. No final da década de 80 início dos anos 90, o mercado de trabalho passou por um processo doloroso e que gerou grande impacto na vida das pessoas e transformação dentro das empresas no Brasil e no mundo. Estamos falando da reengenharia que resumindo exterminou uma pancada de empregos dentro de fábricas e escritórios com foco em reduzir custos, padronizar e automatizar processos, opa! Automatizar?!

Automatizar, automação é o que mais se fala nos dias atuais, mas como podemos ver isso não é novo, voltamos apenas 30 anos e citamos um exemplo e se fizermos um recorte ainda maior na história encontraremos mais e mais exemplos seguindo nessa mesma direção, mas o qual a diferença hoje? Por que existe tanta preocupação hoje? A resposta está na velocidade que as mudanças estão acontecendo, os ciclos estão cada vez menores, as soluções/inovações surgem e desaparecem em uma velocidade espantosa atualmente, alguns exemplos:

  • Aluguel de vídeos & Netflix/Youtube
  • Compra de música digital & Spotify
  • Câmeras Digitais & Celulares/Smartphones
  • Snapchat & Instagram
  • Celular & Skype & WhatsApp

E poderíamos ficar aqui até amanhã citando exemplos. O ponto é que hoje a velocidade que uma nova tecnologia percorre as etapas do ciclo Hype de Tecnologias do Gartner é maior do que alguns anos/décadas atrás e isso está diretamente ligado ao avanço da Internet que hoje já abrange metade da população mundial e tem como consequência imediata proporcionar mais acesso a informação e maior poder de escolha para as pessoas. A tendência que isso não mude, mas aumente. Existem projeções do Fórum Econômico Mundial apontando que em 2030 toda a população mundial terá acesso à Internet, ou seja, a velocidade das mudança deverá no mínimo se manter como está hoje.

Um outro ponto que queremos trazer para reflexão é que esse não é um problema exclusivo do nosso pais. Uma pesquisa feita pela consultoria Mckinsey no mês de Janeiro de 2018 onde os CEOs (Chief Executive Officer) responderam como eles e suas empresas estão procurando tratar a questão da qualificação do profissional e a reposta para eles é avaliar o gap de conhecimento, tendo como base as prioridades do negócio e investir em treinamento para os profissionais internos como foco em sanar essa defasagem de conhecimento sem contar com os governos, para eles isso é uma ação que tem que ser tomada por eles.

Por exemplo AT&T está indo nessa direção ela decidiu investir U$ 1 bi no treinamento de seus profissionais através de parcerias com plataformas como o Coursera.

Acreditamos ser um ótimo caminho, não depender de governos, pois o problema já está aí, ou seja, precisamos de soluções de curto prazo com foco em resolver a falta de mão de obra qualificada aqui e no mundo, mas deveríamos começar a pensar e principalmente trabalhar uma espécie de consorcio uma união das grandes empresas que detém o conhecimento dessas novas tecnologias tendo como foco produzir conteúdo para ensinar e preparar a geração existente e as que estão chegando no mercado de trabalho no curto prazo.

Esses conteúdos poderiam ser desenvolvidos em parcerias com instituições de ensino já estabelecidas no mercado, utilizando a infraestrutura propicia para o ensino, mas com conteúdo e demanda vinda das empresas. Isso ajudaria a minimizar os impactos de curto prazo e criaria um ciclo virtuoso onde as empresas ajudam a formam os seus próximos profissionais que irão fazer com que elas e o mercado continuem evoluindo e crescendo. Isso é diferente e no nosso entendimento, mais eficiente e sustentável do que proposta da renda mínima mundial que alguns líderes como Mark Zuckerberg defendem. Já vimos esse filme aqui no Brasil com programas populares que na verdade ajudam por um tempo, mas não ataca a raiz do problema.

Sabemos que não é algo fácil de se resolver, mas quanto mais tempo postergarmos esse problema maior ele ficará e com consequências difíceis de serem estimadas.

O que achou? Compartilha conosco sua opinião!

Até o próximo post!

Sobre o autor

Ronaldo Zanardo

Profissional com 18 anos de experiência no mercado de TI, com passagem por grandes empresas como HP, C&A Modas, Deloitte, formou-se em Administração de Empresas e fez Pós-graduação em Gestão de Projetos.
Apaixonado pelo modelo Design Thinking, se formou Design Thinker pela Escola Design Thinking e Service Design pela Hivelab SP. É sócio da Innova Thinking e Co-fundador da startup RECREIO. Entusiasta das novas tecnologias e do novo mundo que está imergindo, acredita que o significado da vida é aprender e compartilhar o que se aprende com o próximo!

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