Inovação e Empreendedorismo

Bala de prata da Inovação! Oi! Sério mesmo?

Escrito por Ronaldo Zanardo

“Precisamos encontrar no meio destes post-its a bala de prata. ”

Ola, tudo bem? Começamos esse post com essa linda frase que foi compartilhada conosco alguns meses atrás no final de um projeto, onde aplicávamos o modelo Design Thinking em formato Sprint. Já estávamos com uma sala de reunião tomada por post-its (entrevistas compartilhadas, mapa de empatia registrado, insights, jornada usuário, ideias cocriadas), nesse momento entra na sala um ser supremo (aqueles que não andam, flutuam sabe? Quase um Jedi) e solta essa pérola!

Não sabemos se você já passou por essa situação, mas isso é muito comum no mundo corporativo, os jargões, as frases feitas e bonitas, mas que na real não suportam uma pequena brisa por não terem fundamento.

O fato é que inovação está muito em voga nas empresas, seja por necessidade, modismo ou simplesmente sem um motivo aparente, indo para onde o vento levar. Não é raro encontramos pessoas que “entende”, “pratica” inovação com essa mentalidade. E isso acontece muitas vezes pela pressão de ter que atualizar, renovar, se reinventar, o mais rápido possível porque o cliente pede, o mercado exige e ai já viu, as pessoas saem metendo os pés pelas mãos e acabam não só proferindo a frase, mas pior buscando mesmo a bala de prata.

O que precisa ficar claro é que inovação é um processo. Isso um processo que precisa ser alimentado, trabalho e desenvolvido diariamente até que ele passe a ser uma rotina na vida da empresa e dos seus colaboradores, trata-se de uma mudança cultural. Existem vários livros, metodologias, modelos que nos ajudam a entender melhor esse processo e como podemos aplicar ele no dia a dia das empresas, entre eles:

Para empresas como Amazon, Facebook, Google, Tesla, Uber, Airbnb, Udacity, Spotify e outras tantas isso é mais fácil, pois elas possuem em seu DNA esse processo. Legal, e as grandes empresas? Elas estão fora desse jogo? Claro que não! Elas enfrentam mais dificuldades, um pouco mais de resistência, mas é possível se reinventar e trazer para dentro da empresa a cultura e visão de inovação, de tolerar o erro e aprender com ele, de aplicar os projetos de maneira ágil fazendo uso do conceito de MVP (sigla inglês para Produto Mínimo Viável presente no livro A Startup Enxuta do Eric Ries), buscando parcerias com aceleradoras ou até montando suas próprias aceleradoras de negócios, mas perceba que isso não é do dia para noite, envolve muito trabalho, dedicação e abertura por todos os envolvidos.

Quando pessoas, gestores procuram por balas de prata em meio aos post-its na parede, o processo de inovação simplesmente não existe naquele local. Bala de prata é mais ou menos assim “é nossa última chance, fazemos isso, ou ferrou!” Percebe que não tem nada de inovação nisso. Pelo contrário esse pensamento vai na direção contrária de um ambiente que estimule a criatividade, a tolerância ao risco/erro para que seja possível aprender e evoluir com ele, e tentar novamente até encontrar a solução que mais se adequada a necessidade do cliente, do usuário.

Desculpe a ironia no começo do artigo, talvez você já tenha ouvido ou vivido esse tipo de situação, ou até mesmo pensasse dessa maneira, não queremos ofender ninguém com o texto. Nosso objetivo aqui, nos meetups e workshops que realizamos é informar e mostrar que existe um caminho, ele pode não ser fácil, mas é possível de ser percorrido e quanto antes eliminarmos essas barreiras e esses mal-entendidos, mais rápido atingiremos o objetivo de deixar a criatividade fluir para que a inovação aconteça!

Até o próximo post!

Sobre o autor

Ronaldo Zanardo

Profissional com 18 anos de experiência no mercado de TI, com passagem por grandes empresas como HP, C&A Modas, Deloitte, formou-se em Administração de Empresas e fez Pós-graduação em Gestão de Projetos.
Apaixonado pelo modelo Design Thinking, se formou Design Thinker pela Escola Design Thinking e Service Design pela Hivelab SP. É sócio da Innova Thinking e Co-fundador da startup RECREIO. Entusiasta das novas tecnologias e do novo mundo que está imergindo, acredita que o significado da vida é aprender e compartilhar o que se aprende com o próximo!

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